sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

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O que anda tagarelando revela o segredo; não te intrometas com o que lisonjeia com os seus lábios.

 Provérbios 20.19

A fofoca é um problema sério. É um problema em casa, no trabalho, na igreja local e no evangelicalismo em geral. É um problema na blogosfera, nas mídias sociais e em muitos outros lugares. Em seu livro Resisting Gossip [Resistindo à fofoca], Matthew Mitchell define fofoca como “espalhar más notícias pelas costas de outra pessoa como fruto de um coração mau” e mostra que quando o livro de Provérbios usa a palavra “fofoca”, ele o faz na forma substantiva, não na verbal. Em outras palavras, a Bíblia se preocupa menos com as palavras que são ditas e mais com o coração e a boca que geraram tal destruição. Palavras importam, mas elas são simplesmente o que transborda do coração. Como sempre, o coração é o coração da questão.

Matthew Mitchell define fofoca como “espalhar más notícias pelas costas de outra pessoa como fruto de um coração mau”.

A seguir, há uma galeria de fofoqueiros retirada do livro de Mitchell, cinco diferentes fofoqueiros que você encontrará em sua vida.

FOFOQUEIRO 1: O ESPIÃO
O primeiro tipo de fofoqueiro, e eu sei que você já deu de cara com essa pessoa antes, é O Espião. Salomão o descreve em Provérbios 11.13: “Quem muito fala trai a confidência, mas quem merece confiança guarda o segredo.” O Espião é um informante, uma pessoa que acumula segredos para que ele possa usá-los para sua vantagem pessoal. É aquela pessoa que está sempre escutando os rumores e que parece sempre saber sobre a vida de todo mundo. Seus ouvidos estão sempre atentos. A principal motivação do Espião é o poder. Pode ser a emoção de saber algo antes de todo mundo, ou pode ser o poder que ele conquista quando ameaça outros de revelar seus segredos. Ele usa a informação para se elevar e para destruir outros.

FOFOQUEIRO 2: O RESMUNGÃO
O segundo fofoqueiro é O Resmungão e nós podemos encontrá-lo em Provérbios 16.28: “O homem perverso provoca dissensão, e o que espalha boatos afasta bons amigos.” O Resmungão reclama e critica. Ele critica outras pessoas e reclama delas pelas costas. Ele espalha todos os seus segredos, descreve exatamente como ele se sente sobre eles e, então, se justifica ao dizer: “Eu apenas precisava desabafar um pouquinho.” Porque ele é infeliz, e porque a infelicidade ama companhia, ele atrai outras pessoas às suas reclamações. Sua motivação é, geralmente, ciúme ou inveja. Ele quer o que a outra pessoa tem e resmunga porque não tem aquilo.



FOFOQUEIRO 3: O FALSO
Todos conhecemos O Falso, não é mesmo? O Falso é um reclamão, mas ele é mais do que isso. Ele também é bravo e malicioso e procura destruir os outros. Ele pode falar completas mentiras para deixar alguém para baixo, ou ele pode se envolver em uma campanha de difamação. Ele procura por alguma coisa, qualquer coisa, tudo que há de errado nos seus inimigos e faz questão de que todos saibam sobre essas coisas; se ele não consegue descobri-las, ele as inventa. O Falso é, muitas vezes, motivado pela vingança de alguma ofensa grave, uma oportunidade perdida ou alguma dificuldade adquirida. Essa ofensa, ou o que ele pensa ser ofensa, o levou à amargura, a qual se enraizou e motivou este desejo de vingança. Hoje, muitas dessas pessoas abrem web sites e fazem seu trabalho da forma mais barulhenta e pública possível.

O Falso é, muitas vezes, motivado pela vingança de alguma ofensa grave, uma oportunidade perdida ou alguma dificuldade adquirida.

FOFOQUEIRO 4: O CAMALEÃO
O Camaleão é a pessoa que usa a fofoca para se encaixar no grupo do trabalho, da escola, da igreja ou, até mesmo, da família. Ele é desesperado para se misturar e ser aceito. Já que todos fofocam, ele fofoca também, assim ele pode entrar na conversa. Já que o respeito vem através do compartilhamento de fatos quentes sobre os outros, ele os descobre e, então, compartilha tal informação. Sua motivação é o temor – o temor do homem. Ele teme o que os outros pensarão dele, e, especialmente, tem medo de ser excluído do grupo. Provérbios 29.25 o descreve bem: “Quem teme o homem cai em armadilhas, mas quem confia no Senhor está seguro.”

FOFOQUEIRO 5: O INTROMETIDO
O último tipo de fofoqueiro é O Intrometido. O Intrometido é a pessoa que é ociosa, e sua ociosidade leva à intromissão e à fofoca. Provérbios 26.17 lhe diz: “Como alguém que pega pelas orelhas um cão qualquer, assim é quem se mete em discussão alheia.” Nós vemos O Intrometido nas duas cartas de Paulo aos Tessalonicenses e nós vemos A Intrometida na primeira carta a Timóteo.

O Intrometido ama a excitação que vem da fofoca e adora viver vicariamente através das histórias de outras pessoas. O Intrometido adora estar online, onde ele pode vasculhar sites de fofocas de celebridades em nome da diversão e sites de fofocas de celebridades cristãs em nome do discernimento.


Muitos de nós já conhecemos essas pessoas. Muitos de nós já fomos essas pessoas.Cada um de nós precisa desesperadamente do perdão de Deus e de Sua graça santificadora.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

E hoje Deus ainda fala ?




Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho,
A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.

Hebreus 1:1-2

Introdução:

Deus em sua infinita bondade sempre se revelou à humanidade. Cremos em um Deus que fala conosco e com sua palavra criou todas as coisas (Hebreus 11.3 e Gênesis 1.3). Contudo Deus em sua multiforme graça (I Pedro 4.10) fala de muitas maneiras.

Quando Deus criou o homem e a mulher o Senhor ia todos os dias conversar com eles à tarde (Gênesis 3.8), mas um dia o Senhor chamou Adão e Eva e eles não responderam. Estavam escondidos com vergonha de Deus. A partir daí eles foram lançados fora da presença de Deus e por isso o Senhor não falou mais com o homem, até que com o passar dos tempos Deus foi se revelando novamente a homens que buscavam sua presença e falava com eles. Mas principalmente na história bíblica no Antigo Testamento observamos que o Senhor falava com uma pessoa de cada vez.

Sem dúvida, a revelação suprema e a maneira plena, clara e definitiva em que Deus falou, foi através de Jesus Cristo que é a Sua própria presença sobre a terra. Hoje temos o Espírito Santo de Deus que fala em nós, por meio de nós.

Como Deus fala?

Vamos refletir algumas circunstâncias ou formas de Deus falar conosco:

1ª - A NATUREZA – Salmos 19.1

Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos.

Deus criou a natureza e a usa para falar com a humanidade. Em diversas situações Deus usou elementos da natureza para falar com a humanidade como por exemplo: o Dilúvio onde a chuva foi a manifestação da palavra de Deus anunciada a Noé: Gênesis 7.17; a Sarça Ardente de onde o Senhor chamou a Moisés: Êxodo 3.2; a lã que Gideão pediu para Deus mostrar o sinal de seu chamado: Juízes 6.36-38; o vento suave onde Deus falou com Elias: I Reis 19.11,12; a estrela que anunciou onde estava Jesus aos magos: Mateus 2.10; o barro do oleiro para ministrar a Jeremias:  Jeremias 18.1-6; a mula falou com Balaão:  Números 22.23-29; a pomba que desceu sobre Jesus como símbolo do Espírito Santo: Mateus 3.16 e outros muitos exemplos que poderiam ser lembrados.
Deus fala através da natureza!

2ª - ANJOS – Hebreus 1.13,14

Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?

Com o tempo, Deus sentiu a necessidade de enviar mensageiros à terra para falar com o ser humano. A palavra anjo significa mensageiro.

Embora se pinte muito os anjos com semblante infantil, certamente eles são guerreiros de Deus para defende e cuidar dos servos do Senhor. A manifestação de anjos muito abundante no Antigo Testamento era para levar um recado específico de Deus para a salvação de seu povo e nunca para interesses individuais.

Algumas ocasiões onde a palavra ANJO DO SENHOR aparece em letras maiúsculas na Bíblia é por que é a própria presença de Deus se manifestando para falar.

Vejamos alguns exemplos em que Deus mandou anjos para falar com pessoas: Abraão para anunciar o livramento de Isaque (Gênesis 22.11,15); Ló para retirá-los de Sodoma (Gênesis 19.1,15); Jacó quando lutou com o Anjo do Senhor no Vau de Jaboque (Gênesis 32.24) e viu um exército de anjos em Maanaim (Gênesis 32.1,2); Gideão quando o Anjo de Deus recebeu o seu holocausto e tocou sobre o sacrifício que incendiou como sinal de que Deus recebera a oferta (Juízes 6.20-22); Hagar quando estava no deserto o anjo de Deus lhe falou (Gênesis 21.17), Zacarias o sacerdote quando estava no santuário lhe apareceu um anjo anunciando o nascimento de João Batista (Lucas 1.13-18); Davi viu o anjo de Deus com a espada na mão (I Crônicas 21.16,17); Isaías viu os serafins no templo e um dos serafins pegou a brasa de fogo e lhe tocou nos lábios (Isaías 6.2,6); Ezequiel teve a visão dos querubins (Ezequiel 1); Daniel viu e falou com anjos muitas vezes e quando foi lançado na cova dos leões Deus mandou seu anjo para fechar a boca dos leões (Daniel 6.22); Jesus foi confortado por anjos no deserto quando foi tentado (Mateus 4.11) e quando estava no Getsêmani orando (Lucas 22.43); Às mulheres no túmulo de Jesus os anjos anunciaram a ressurreição de Jesus (Mateus 28.5); Maria para anunciar o nascimento de Jesus (Lucas 1.18); aos pastores anunciando o nascimento de Jesus (Lucas 2.8-15).


Talvez você se pergunte se na Nova Aliança ou nos dias de hoje Deus ainda usa anjos para falar. Sim Ele usa anjos até hoje quando quer. Mas nós temos a presença do Espírito Santo em nossos corações que é maior do que anjos ou qualquer outra coisa. O apóstolo Paulo disse que se até um anjo vier e falar diferente do evangelho devemos recusar (Gálatas 1.8) e tomar muito cuidado com ilusões, pois “o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz” (II Coríntios 11.14).
Deus fala através dos anjos!

3ª - SONHOS e VISÕES– Jeremias 23.28

O profeta que tem sonho conte-o como apenas sonho; mas aquele em quem está a minha palavra fale a minha palavra com verdade. Que tem a palha com o trigo? — diz o SENHOR.

Os sonhos que temos enquanto dormimos sempre é motivo de preocupação quanto ao seu significado assim que acordamos. Realmente os sonhos muitas vezes são uma forma de Deus falar conosco nos preparando ou avisando do perigo. Para entender isso é preciso ter uma sensibilidade para discernir as coisas espirituais (I Coríntios 2.13,14).

Quando o sonho é apenas uma imaginação fruto do cansaço e do sono pesado ou de preocupações preexistentes, falamos que é apenas um sonho natural que logo você já esquece. Porém quando o sonho noturno é algo maior do que nossa imaginação e externo, ou seja, você tem certeza que não estava pensando naquilo antes e veio à sua mente, então chamamos este sonho de uma visão espiritual.

Algumas características do sonho ou visão espiritual é que te incomoda profundamente, você não se esquece o que viu e também a nitidez dos detalhes.

Alguns personagens da Bíblia que tiveram experiências com Deus falando através de sonhos foram: José no Egito que interpretava sonhos e sonhou com o sol, a luz e onze estrelas significando que governaria sobre sua família (Gênesis 37.9); Jacó sonhou com uma escada onde os anjos de Deus subiam e desciam e ali edificou um altar chamado Betel ou casa de Deus (Gênesis 28.12); Paulo sonhou com um jovem macedônio pedindo ajuda e entendeu que Deus estava lhe chamando para pregar o evangelho na macedônia (Atos 16.9); Cornélio sonhou com animais num lençol para compreender que não havia diferença entre pessoas ou entre alimentos puros e impuros (Atos 10.3); o profeta Daniel interpretava sonhos e interpretou a visão do rei Nabucodonosor sobre os impérios mundiais e o fim do governo humano (Daniel 5.12).

Deus deixou bem claro para Jeremias (23.28) que o sonho comum deve ser falado apenas como sonho e a visão dada por Deus deve ser dita como palavra do Senhor. Além disso, não precisamos ajudar a Deus criando sonos e visões, pois Ele manda “fale a minha palavra com verdade”.

Deus fala através de sonhos!

4ª - PROVAÇÕES – Isaías 8.6,7

Em vista de este povo ter desprezado as águas de Siloé, que correm brandamente, e se estar derretendo de medo diante de Rezim e do filho de Remalias, eis que o Senhor fará vir sobre eles as águas do Eufrates, fortes e impetuosas, isto é, o rei da Assíria, com toda a sua glória; águas que encherão o leito dos rios e transbordarão por todas as suas ribanceiras.

As provações são outra forma de Deus falar. Muitas vezes o Senhor vem falando e não ouvimos então, através de uma enfermidade ou luta Deus fala claramente conosco (Jó 33.14-19).

Em muitos momentos na história do povo de Deus o Senhor falava e o povo não ouvia então mandava uma provação para que se humilhassem e ouvissem a voz de Deus.

Foi assim quando o povo de Deus estava com medo de Rezim e Deus mandou o rei da Assíria para castigá-los. Deus comparou os dois reis com as águas de Siloé que parece ser um tanque com as águas do rio Eufrates, o maior rio conhecido da época. Muitas vezes estamos em águas tranqüilas e reclamamos, por isso vêm às águas bravas para que possamos clamar por socorro ao Senhor.

Alguns exemplos de pessoas que tiveram que passar por provações para ouvir a Deus foram: o povo de Israel no tempo dos Juízes, quando prosperavam deixavam a Deus e quando sofriam buscavam ao Senhor que levantava um juiz para os defender (Juízes 2.18,19) isso acontecia sucessivamente; Jonas fugiu do Senhor para não obedecer ao chamado de Deus e passou por uma tempestade que foi lançado no mar sendo engolido por um enorme peixe então orou a Deus dentro do ventre do grande peixe e Deus lhe ouviu e mandou o peixe vomitá-lo(Jonas 2.1); Davi havia pecado ao adulterar com Bete-Seba, tramando a morte de seu esposo Urias e mesmo assim não se arrependeu até que o filho que teve com Bete-Seba morreu e ele entendeu que havia pecado (II Samuel 12.18); o rei Nabucodonosor era orgulhoso e se achava um deus mandando as pessoas adorá-lo e se prostar à sua imagem então teve que passar sete anos pastando como animal para então se converter e reconhecer que havia Deus e ele era apenas humano (Daniel 4.33); Pedro quis andar sobre as águas mas ao olhar para as ondas e o vento forte começou a afundar na água e Jesus o segurou pela mão (Mateus 14.28-31); e também Pedro após negar Jesus, o galo cantou e ele chorou de arrependimento (Marcos 14.72).

Muitas vezes o homem prospera e se envaidece esquecendo-se do Senhor, então volta em lágrimas para perto de Deus. Creio que o Senhor prefere nos ver chorando junto com Ele do que rindo longe de sua presença.

Deus fala através das provações!

5ª - A BÍBLIA – Hebreus 4.12

Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.

Sem dúvida a Bíblia é a Palavra de Deus. Não apenas contém, mas é a própria e pura revelação da voz do Senhor para nós. Durante séculos a Palavra de Deus foi revelada e os servos do Senhor a registravam e guardavam com amor. Ela demorou 1.500 anos para ser escrita por cerca de 40 pessoas diferentes, em tempos e lugares diferentes nos idiomas hebraico, aramaico e grego. Devemos dar valor à Bíblia que temos em mãos, pois com muito esforço ela foi preparada para comunicar a vontade de Deus para nós. Por isso não podemos falar que a Palavra de Deus está longe, pois está “perto de ti na tua boca e no teu coração” (Romanos 10.6-8).

Na própria Bíblia vemos que ela foi inspirada por Deus (II Timóteo 3.16). Deus falou com Moisés e escreveu a lei (Êxodo 6.2); Deus falava com os profetas e eles escreviam (I Pedro 1.20,21); Jesus leu as Escrituras no templo (Lucas 4.16,17), mandou que examinássemos a Bíblia (João 5.39) e falou das Escrituras no caminho de Emaús (Lucas 24.27 e 32).

Deus fala através da Bíblia!

6ª – ESPÍRITO SANTO – Isaías 30.21

Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele.

O Espírito Santo é a própria presença de Deus dentro do nosso coração hoje falando em nosso íntimo todo o dia nos lembrando das palavras de Jesus (João 14.26) e nos ensinando o que precisamos saber para vencer. Além disso o Espírito Santo é nosso conselheiro e consolador em momentos que sofremos (João 14.16).

Na Bíblia vemos os exemplos de pessoas a quem o Espírito Santo se revelou como: Sansão que recebia força sobrenatural do Espírito de Deus para vencer e defender o povo de Deus (Juízes 14.6); Eliseu recebeu porção dobrada do Espírito Santo quando Elias foi levado aos céus (II Reis 2.9); a Igreja primitiva recebeu o Espírito Santo no dia de Pentecostes em línguas de fogo sobre a cabeça dos crentes (Atos 2.1-4); Ananias e Safira mentiram ao Espírito Santo tramando que teriam dado uma oferta maior para aparecer na igreja e morreram condenados por seu pecado (Atos 5.1-10).

Além disso, o Espírito Santo nos concede dons espirituais para falar conosco (I Coríntios 12.1-9) os frutos do Espírito para ministrar em nossas vidas (Gálatas 5.22,23) e principalmente o amor (I Coríntios 13) que é o dom supremo, pois o próprio Deus é amor (I João 4.8).

Deus fala através do Espírito Santo!

7ª – Deus usa você! - Isaías 6.8

Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.

Esta pergunta é permanente. Deus já se manifestou em muitas maneiras, já usou a natureza, sonhos, temos a Bíblia, o Espírito Santo e até os anjos quiseram anunciar a Palavra de Deus, mas o Senhor não o permitiu (I Pedro 1.12) por que estava reservado para nós este serviço de ser a presença de Deus andando na terra.

Hoje nós somos o Corpo de Cristo (I Coríntios 12.27), ou seja, somos a mão, os pés e a voz do Senhor na terra para manifestar a vontade Daquele que é o nosso Cabeça: Cristo (Efésios 4.15).

Como podemos ser instrumento para Deus falar com outras pessoas através de nós?

Através de simples gestos como o estender a mão ao próximo, entregar um folheto, ajudar um cego ou idoso, interceder por alguém, visitar um enfermo compartilhar o que tem, dizer palavras de conforto e até um bom dia pode ser uma forma de mostrar a presença de Deus em sua vida e comunicar esperança a quem precisa.

Jesus disse que deveríamos vestir ao nu, alimentar ao faminto, saciar o sedento, visitar ao enfermo e ao prisioneiro (Mateus 25.35-40), cuidar do órfão e da viúva (Tiago 1.27), hospedar pessoas (Hebreus 13.2) e até um copo de água que darmos alguém estaríamos fazendo para Ele mesmo (Mateus 10.42).

Deixe Deus usar sua vida. Ele não apenas quer falar com você, mas também através de você manifestar seu amor ao próximo.

Deus fala através de você!
Deus fala com você e através de você!

CONCLUSÃO: Hebreus 3.15

Deus muitas vezes fala conosco e nós não ouvimos a sua voz por que estamos com o coração duro.

Muitas pessoas hoje buscam de forma fácil ouvir a voz de Deus de maneira imediata. Procuram profetas e revelações. Mas não precisamos disso por que o Senhor quando quer falar com alguém, usa quem quer e o que quer quando quiser. Basta o servo de Deus estar sensível à sua voz.

Vejamos dois exemplos de pessoas que não ouviram a Deus e se enganaram com falsidades no Antigo e Novo Testamento:

Saul pecou contra Deus e o Senhor não falava com ele (I Samuel 16.14) e um espírito mal entrou em Saul, mas ele querendo ouvir a Deus ofereceu um sacrifício sem poder por que ele não era sacerdote (I Samuel 13.9-14) e acabou enganado por uma feiticeira (I Samuel 28.7-21).

Simão o mágico viu os apóstolos cheios do Espírito Santo e quis pagar para receber o dom espiritual então Pedro lhe disse: “vejo que estás em fel de amargura, e em laço de iniqüidade” (v.23), pois estava enganado.

Deus não precisa mandar recado, ele pode falar diretamente conosco. Jesus nos avisou que haveria falsos profetas (Mateus 7.15 e 24.11) então precisamos pedir a Deus que fale conosco pessoalmente em nossos corações e da maneira que Ele quiser e quando Ele quiser. Basta estarmos atentos para ouvir a sua voz.

Deixe Deus falar com você e através de você!


| Autor: Pr. Welfany Nolasco Rodrigues

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Porque eles deixam a igreja ?




Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.

 Isaías 40.31

Todos nós sabemos quem eles são: as crianças criadas na igreja. Eram as estrelas do grupo de jovens. Talvez tenham cantado na equipe de louvor ou lideraram o culto. E então… eles terminam o ensino médio e saem da igreja. O que aconteceu?
Isso parece acontecer com tanta freqüência que eu quis descobrir mais sobre isso, falar com esses jovens e obter algumas respostas honestas. Eu trabalho em uma cidade principalmente universitária, cheia de jovens em seus 20 anos. Grande parte deles foram criados em típicas igrejas evangélicas. Quase todos eles saíram da igreja sem intenção de voltar. Eu gasto algum tempo com eles e é preciso muito pouco para fazê-los desabafar, e eu fico feliz em ouvir. Então, depois de muitas horas gastas em cafeterias e depois de pagar alguns almoços, aqui temos os pensamentos mais comuns obtidos através dezenas de conversas. Espero que alguns deles te façam ficar com raiva. Não com a mensagem, mas com o fracasso da nossa substituição pragmática do evangelho da cruz pelo evangelho da glória americanizado. Isso não é um texto negativo de “paulada na igreja”. Eu amo a igreja, e quero ver o evangelicalismo Americano se voltar ao Evangelho de arrependimento e fé em Cristo para o perdão de pecados; não apenas como algo na página “em que cremos” do nosso web site, mas como o cerne do que pregamos dos nossos púlpitos para as nossas crianças, nossos jovens e nossos adultos.
Os fatos
As estatísticas [N.T.: referentes aos Estados Unidos, país do autor] são assustadoras: 70% dos jovens param de freqüentar a igreja quando terminam o ensino médio. Quase uma década depois, cerca de metade desses retornam à igreja.
Metade.
Pense um pouco nisso.
Não há uma forma fácil de dizer isso: a igreja evangélica americana perdeu, e está perdendo, e certamente irá continuar perdendo, NOSSOS JOVENS.
Apesar de toda a conversa de “nosso melhor recurso”, “nosso tesouro”, e das multimilionárias imitações do Starbucks que construímos e das bandas de rock que tocam nelas… a igreja está deixando os jovens na mão.
Terrivelmente.
O top 10 de razões pelas quais estamos perdendo nossos jovens:
10. A igreja é “Relevante”
Você não leu errado, eu não disse irrelevante, eu disse RELEVANTE. Nós pegamos a fé histórica, 2 mil anos de fé antiga, a vestimos de xadrez e calças jeans skinny e tentando vender isso como “legal” para nos nossos jovens. Isso não é legal. Isso não é moderno. O que estamos entregando é uma imitação barata do mundo que fomos chamamos para evangelizar.

Como diz o ditado, “Quando o navio está no mar, está tudo bem. Quando o mar entra no navio, aí você tem problemas”.
Não estou me queixando sobre “mundanismo” como um bicho-papão pietista, eu estou falando do fato que nós bocejamos por causa da leitura de um texto bíblico de 5 minutos, mas quase tropeçamos ao correr para bajular uma subcelebridade ou atleta qualquer que faz alguma vaga referência sobre ser cristão.
Nós somos como bajuladores em potencial, apenas esperando que o mundo ache que nós somos legais também, tipo como vocês são, cara!
Nossos jovens conhecem o mundo real e a nossa pose de “olhe como somos legais como você” é facilmente ridicularizada. Em nosso esforço para ser “como eles” nós nos tornamos menos do que realmente somos. O pastor de meia idade tentando parecer que tem 20 e poucos não é relevante. Vista-o com calça jeans skinny e bote na sua mão um café, não faz diferença. Isso não é relevante, é comicamente clichê. No momento em que você tenta ser “autêntico”, você não é mais autêntico!
9. Eles nunca frequentaram uma igreja, para começo de conversa
De um berçário com tema de Arca de Noé, para um painel eletrônico de estádio de futebol no acampamento das crianças, das noites de pizza aos shows de rock, muitos jovens evangélicos foram mimados em uma estufa nem-tanto-igreja, mas nem-tanto-mundo. Eles nunca se sentaram em um banco de igreja entre pais de primeira viagem com um bebê agitado e um idoso com um cilindro de oxigênio. Eles não veem o caminho completo do evangelho por todas as fases da vida. Em vez disso, nós silenciamos a mensagem, aumentamos o volume do som e agimos surpresos quando…
8. Eles ficam espertos
Não é que nossos estudantes “ficam mais espertos” quando saem de casa, o que ocorre é que alguém os trata como sendo inteligentes. Em vez do nosso emburrecimento da mensagem, os agnósticos e ateus tratam nossos jovens como inteligentes e desafiam seu intelecto com “pensamentos profundos” de questionamentos e dúvidas. Muitas dessas “dúvidas” tem sido respondidas, em grande profundidade, ao longo dos séculos de nossa fé. No entanto…
7. Nós os enviamos desarmados
Sejamos honestos, a maioria das nossas igrejas está mandando jovens ao mundo vergonhosamente ignorantes de nossa fé. Como não poderia ser assim? Nós abandonamos o ensino básico das escolas dominicais, vendemos a atitude de “menos doutrina, mais atitude” e os incentivamos a começar a busca para encontrar “o plano de Deus para a vida deles”. Sim, eu sei que nossa igreja tem uma página de “em que cremos” no nosso site, mas é isso mesmo que tem sido ensinado e reforçado no púlpito? Eu tenho conhecido líderes de igreja evangélica (“pastores”) que não sabem a diferença entre justificação e santificação. Já conheci membros de conselho de mega-igrejas que não sabiam o que é expiação. Quando escolhemos líderes baseados em suas habilidades de atrair e liderar pessoas ao invés de ensinar a fé com precisão… Bem, nós não ensinamos a fé. Surpreso? E em vez da fé histórica e ortodoxa…
6. Nós damos porcaria como alimento
Você deu o seu melhor para transmitir a fé interior/subjetiva que você “sente”. Você realmente, realmente, quer que eles “sintam” isso também. Mas nunca fomos chamados a evangelizar nossos sentimentos. Você não tem como passar adiante esse tipo de fé subjetiva. Sem nada sólido para basear sua fé, sem nenhum credo histórico para amarrá-los a séculos de história, sem os elementos físicos do pão, vinho e água, a fé deles está em seus sentimentos subjetivos, e quando confrontados por outras formas de se “sentir bem” propostas pela faculdade, a igreja perde para outras coisas com um apelo muito maior à nossa natureza humana. E eles encontram isso na…
5. Comunidade
Você percebeu que essa palavra está por TODO LADO na igreja desde que a igreja seeker-sensitive e outros movimentos de crescimento da igreja entraram em cena? (Há uma razão e uma filosofia motriz por trás desses movimentos que está fora do escopo desse artigo). Quando nossos jovens saem de casa, eles deixam a comunidade de manufatura na qual passaram toda a sua vida. Com a sua fé como algo que eles “fazem” em comunidade, eles logo descobrem que podem experimentar “mudança de vida” e “melhoria de vida” em “comunidade” em vários contextos diferentes.
Misture isso com uma fé pragmática e subjetiva, e a centésima edição de festa com pizza na mega-igreja local não tem como competir contra escolhas mais fáceis e mais naturalmente atraentes de outras “comunidades”. Assim, eles saem da igreja e…
4. Eles encontram sentimentos melhores
Ao invés de uma fé externa, objetiva e histórica, nós estamos dando aos nossos jovens uma fé interna e subjetiva. A igreja evangélica não está ensinando os catecismos ou os fundamentos da fé aos nossos jovens, nós estamos simplesmente incentivando-os a “serem gentis” e “amarem Jesus”. Quando eles saem de casa, percebem que podem ser “espiritualmente realizados” e ter os mesmo princípios subjetivos de auto-aperfeiçoamento (e sentimentos quentinhos) de algum guru de autoajuda, de gastar tempo com amigos ou fazendo trabalho voluntário em algum abrigo. E eles podem ser verdadeiramente autênticos, e eles podem ter essa chance por que…
3. Eles estão cansados de fingir
No melhor do “sua melhor vida agora”, “todo dia é sexta-feira” do mundo evangélico, há um pouco espaço para depressão, conflito ou dúvidas. Deixe esse semblante de chateação, ou saia daqui. Jovens que estão sendo alimentados com uma dieta estável de sermões destinado a remover qualquer coisa (ou qualquer pessoa) que pragmaticamente não obedece ao “Maravilhoso plano de Deus para a sua vida” e são forçados a sorrir e, como uma antiga música os encoraja, a “baterem palmas” para isso o tempo todo. Nossos jovens são espertos, muito mais espertos do que acreditamos. Então eles proclamam uma mensagem que escutei bastante desses jovens “A igreja está cheia de hipócritas”. Por quê? Porque apesar de que nunca lhes tenha sido ensinado sobre a lei ou sobre o evangelho…
2. Eles conhecem a verdade
Eles não conseguem fazer isso. Eles sabem disso. Todo aquele moralismo de “seja gentil” que eles foram ensinados? A Bíblia tem uma palavra para isso: Lei. E é disso que nós os alimentados, diretamente, desde que os deixamos no berçário da Arca de Noé: Faça/ Não Faça. Quando eles ficam mais velhos começa o “Crianças de Deus fazem/ não fazem”, e quando adultos, “faça isso ou aquilo para ter uma vida melhor”. O evangelho aparece brevemente como algum “faça isso” para “ser salvo”. Mas a dieta deles é a Lei, e a escritura nos diz que a lei nos condena. Então, sabe aquela sorridente declaração de fé “ame a Deus e ame as pessoas”? Sim, você acabou de condenar os jovens com isso. Legal, né? Ou eles pensam que são “pessoas boas”, já que não “fazem” nenhuma das coisas que a sua denominação ensina que não pode fazer (beber, fumar, dançar, assistir filmes adultos), ou eles percebem que eles não atingem as próprias palavras de Jesus sobre o que é necessário. Não há descanso nessa lei, apenas um trabalho árduo que eles sabem que não estão aptos a cumprir. Então, de qualquer forma, eles abandonam a igreja porque…
1. Eles não precisam dela
Nossos jovens são espertos. Eles entenderam a mensagem que nós ensinamos, inconscientemente. Se a igreja é simplesmente um lugar para aprender ensinamentos de vida que os leva para uma vida melhor em comunidade… você não precisa de um Jesus crucificado para isso. Por que eles deveriam acordar cedo no domingo para ver uma imitação barata do entretenimento que eles viram na noite anterior? O pastor de meia idade tentando desesperadamente ser “relevante” para eles, seria engraçado se não fosse trágico. Como nós descartamos o evangelho, nossos estudantes nunca são atingidos pelo impacto da lei, dos seus pecados diante de Deus, e da sua necessidade desesperada da obra expiatória de Cristo. Certamente, ISSO é relevante, ISSO é autentico, e ISSO é algo que o mundo não pode oferecer.
Nós trocamos um evangelho histórico, objetivo e fiel baseado na graça de Deus dada a nós por um evangelho moderno, subjetivo e pragmático baseado em atingir nossos objetivos ao seguir estratégias de vida. Ao invés de sermos fiéis à tola simplicidade do evangelho da cruz, temos estabelecido como objetivos o “sucesso” de uma multidão crescente alcançada com esse evangelho de glória. Esse novo evangelho não salva ninguém. Nossos jovens podem marcar todos os itens de uma lista de autoajuda ou simplesmente um espiritualismo auto concebido… e eles podem fazer isso com mais sucesso pragmaticamente e em uma comunidade mais relevante. Eles saem porque, lhes dada a escolha, com a mensagem que ensinamos a eles, é a escolha mais inteligente.

Nossos jovens saem porque nós não conseguimos entregar-lhes a fé “que uma vez por todas foi entregue” à igreja. Eu gostaria que não fosse óbvio assim, mas quando eu apresento a lei e o evangelho para esses jovens, a resposta é a mesma de sempre: “eu nunca ouvi sobre isso”. Eu não sou contra entreter os jovens, nem mesmo painéis eletrônicos ou festas com pizza (apesar de que provavelmente eu seja contra caras de meia idade vestindo uma calça justa para ser “relevante”). É apenas que aquela coisa, a PRINCIPAL coisa que nos foi incumbida? Nós estamos falhando. Nós falhamos com Deus e falhamos com nossos jovens. Não deixe outro jovem sair pela porta sem ser confrontado com todo o peso da lei, e com toda a liberdade do evangelho.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Convertido ou convencido!





Restitui-me a alegria da tua salvação, e sustenta-me com um espírito voluntário. Então ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores se converterão a ti.

Salmo 51.12-13

Certa ocasião uma pessoa me indagou: Será que somos hoje uma igreja de convertidos ou de convencidos? Não é fácil identificar formalmente o convertido do convencido. Há uma grande dificuldade em perceber o perfil correto de um convertido, em face, muitas vezes, da conduta exemplar do convencido. Com freqüência enfrentamos uma séria barreira na compreensão adequada da conversão, porque os expedientes condicionadores da educação religiosa exercem uma camuflagem quase perfeita no esquema das aparências. Alguém já disse que o homem reto tem virtudes além do que pode expressar, mas o hipócrita expressa muito além das virtudes que possui. Sendo assim, o mimetismo do convencido se torna uma tarefa extremamente árdua em parecer aquilo que de fato não é. O mausoléu de mármore enfeita muito bem a podridão do cadáver. Mas o formalismo da educação religiosa é tão vazio de significado, como a clara do ovo é destituída de sabor. Mesmo sabendo que há razoáveis semelhanças comportamentais entre um convertido e um convencido, e bom lembrar que suas diferenças são fundamentais para não nos deixar confundidos por muito tempo.
Uma coisa é ser convertido pela graça de Deus, outra bem diferente é tornar-se prosélito de um sistema religioso. Jesus desaprovou a tática do caçador, com esta censura:
Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas, porque percorreis terra e mar para fazer um prosélito e, quando conseguem, vocês o tornam duas vezes filhos do inferno do que vocês. Mateus 23:15.
Um prosélito é uma pessoa convencida a um sistema sem a transformação do seu caráter, por meio da obra suficiente de Cristo. O prosélito se constitui num praticante ritual, privado totalmente da vida espiritual. Mas ele focaliza com tanta potência os seus holofotes sobre os outros, que fica quase impossível de enxergar o que está acontecendo por trás da luz.
Sabemos muito bem que o condicionamento repressivo de um sistema religioso austero, pode forjar hábitos morais extremamente válidos para convivência social. Muitas pessoas em razão de sua rígida ética religiosa estão livres de uma vida na cadeia, mas não isentas da condenação eterna. A civilidade institucional nada tem a ver com a etiqueta espiritual autêntica, ainda que as analogias dificultem o julgamento. Atos corretos nem sempre correspondem atitudes justificáveis. Um procedimento honesto pode estar motivado por interesses imorais ocultos. Não nos devemos iludir com as aparências: O tambor, apesar de todo o barulho que faz, está somente cheio de ar. Convencidos sinceros podem apresentar uma peça teatral bastante convincente. O disfarce mais astuto se caracteriza por um rosto de anjo encobrindo um coração de demônio.
Muitos me dirão naquele dia: Senhor,! Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi abertamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade. Mateus 7.22-23.
Eis aqui um grande problema: Convencer o convencido que ele não é convertido. É mais difícil esmagar uma meia mentira do que uma mentira completa. É muito mais fácil se pregar para um pecador perdido e perverso, do que pregar para um crente convencido. Henry W. Beecher dizia: A presunção é a doença da alma humana mais difícil de ser curada. A falsa conversão é muito pior do que a total ignorância.
Davi colocou a conversão como conseqüência do conhecimento dos caminhos do Senhor. Na verdade o homem precisa conhecer o Caminho do Senhor.
Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede; perguntai pela veredas antigas, qual é o caminho, e andai por ele, e achareis descanso para as vossas almas. Mas eles disseram: Não andaremos nele. Jeremias 6:16.
Assim como Cristo é a razão pela qual o santo nasce, e a raiz pela qual o santo cresce, é também, o caminho pelo qual o santo anda.
Eu sou o caminho, a verdade e a vida. E ninguém vem ao Pai senão por mim. João 14:6.
A verdadeira experiência da conversão é a dependência completa de Jesus Cristo como nosso Salvador e Senhor. Isto significa inteira renúncia de nós mesmos e total cobertura da suficiência de Cristo. Andar neste Caminho é subordinar toda a nossa existência ! no perímetro absoluto de sua graça.
O convertido é alguém que pela graça deixou de se esforçar para ser aceito, uma vez que Deus já o aceitou em Cristo: Enquanto, o convencido busca a sua aceitação no exercício enfadonho do cumprimento zeloso da lei. Ninguém consegue encobrir aquilo que Deus revela, muito menos manifestar o que Deus oculta. Se não há revelação do Espírito a respeito da pessoa de Cristo e de seu sacrifício, tão pouco haverá consciência real da obra da conversão. Mesmo que o comportamento honesto fale de uma personalidade digna, somente a conversão genuína pode patentear a santidade do coração. Não devemos confundir a santidade produzida por Jesus Cristo, com a honestidade decorrente de uma moral ilibada, firmada nas bases da lei. Muitos homens ao serem convertidos não tiveram mudanças comportamentais significativas. O apostolo Paulo disse que: Segundo a justiça da lei, eu era ir! repreensível. Filipenses 3:6b. A sua grande transformação ficou por conta dos propósitos ou intenções do coração, resultantes da conversão operada por Deus. Paulo era homem sério na sua conduta e sincero na filosofia de vida. Mas quando o Espírito o converteu a Cristo, a vida santa de Cristo passou a ser a santidade do seu coração. Alguém me disse recentemente de uma descoberta gloriosa: Jesus não só me substitui na cruz, morrendo em meu favor; mas me substitui na existência, vivendo em meu lugar.
Eu estou crucificado com Cristo, e já não vivo, mas Cristo vive em mim. Gálatas 2.20.
A santidade derivada da conversão é a própria suficiência da vida de Cristo satisfazendo as necessidades mais profundas do coração.
Se o convertido é a única pessoa no mundo que se encontra perfeitamente satisfeita por causa da santidade de Cristo manifesta em seu interior, o convencido é uma pessoa internamente descontente em razão da incoerência marcante refletida nas aparências. Demonstrar na fachada aquilo que não se é por dentro, causa um desconforto insuportável, capaz das maiores tragédias. A máscara do fingimento não pode garantir a verdadeira felicidade, pois o disfarce da hipocrisia produz débito insolúvel na consciência reprimida. J. Blanchard afirmou que a felicidade superficial sem a santidade espiritual é um dos principais produtos de exportação do inferno. E podemos ter absoluta certeza que é totalmente impossível haver santidade espiritual, se não houver conversão cristã legítima. Assim, a pessoa convertida vive pela fé na sujeição completa da suficiência de Cristo e na atitude permanente de profundo arrependimento. Quando a Palavra de Deus converte um homem, tira dele seu desespero, mas não seu arrependimento, ensinava C. H. Spurgeon. O homem convertido não é um mero convencido que se arrependeu e creu, mas um contínuo confiante que vive arrependido pela graça que o alcançou. Somente Deus vê o coração convertido e somente o coração convertido pode ver a Deus. Não confunda convertido com convencido, pois este equívoco pode ser fatal. Mas também, não julgue a experiência dos outros, pois cada um tem que avaliar a sua própria experiência.


domingo, 12 de janeiro de 2014

As Pragas e Seu Significado.





Eu sou o Senhor vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito, para ser vosso Deus. Eu sou o Senhor vosso Deus.

Números 15.41

Deus enviou as pragas, em resposta a uma pergunta de Faraó: Quem é o Senhor? (Ex 5:2). Deus queria que o povo soubesse que não existia Deus senão o Senhor. Deus queria destronar os deuses pagãos que o Egito possuía, e também, através das pragas libertar o seu povo. O objetivo do Senhor é proclamar o seu nome em toda a terra, porque o que acontecia no Egito (o mundo da época) toda terra ficaria sabendo. Todos teriam que saber que o mundo é do Senhor, toda a terra e a sua plenitude, e todos que nela habitam. Todas as pragas (exceto a dos primogênitos) tinham como objetivo envergonhar os falsos deuses.
A praga das águas tornando-se em sangue (Ex 7:19-25). O rio Nilo para os egípcios era um deus. Tal veneração era tanta que eles diziam que o Egito era a dádiva do Nilo. Achavam que as águas do Nilo eram abençoadoras e purificadoras. Então Deus fez com que as águas se tornassem em sangue para destronar esse deus.
A praga das Rãs (Ex 8:1-15). Esta praga estava relacionada à deusa da fertilidade que atuava na terra, na lavoura, nos animais. Para os egípcios, as rãs também representavam deuses. Deus manifesta juízo sobre mais um deus estranho.
As pragas dos piolhos, das moscas, e das úlceras (Ex 8:16-19; 8:20-32; 9:8-12). Estão relacionadas à “mãe terra” que era considerada uma divindade. Note que na praga dos piolhos, Arão estende a vara e fere o pó da terra, e essa se torna em piolhos. Deus estava querendo mostrar com isso que a sua palavra de correção (vara) fere e destrói todos os conceitos pagãos. Nota-se que até a praga das rãs, os magos também estavam realizando os seus encantamentos, e faziam as mesmas coisas que Moisés e Arão. Mas a partir das pragas do piolho a coisa foi diferente, eles reconheceram que era o dedo de Deus, ou seja, Deus só deixa satanás agir até onde ele quiser. Note que o diabo é um imitador das coisas de Deus, mais a ultima palavra é do Senhor. E ele com certeza disse: Basta diabo! Não vais mais confundir esse povo, e a partir de então, eles não conseguiram fazer os seus falsos sinais.
A praga dos animais (Ex 9:1-12). Os egípcios também adoravam os animais, os touros, as vacas para eles eram sagradas. Eles criam que esses animais eram protetores do Egito. Quando Deus enviou essa praga sobre os animais, não foi com o objetivo de punir os animais, mas para mostrar que os animais não eram deuses. Logo, mais um conceito pagão foi destruído.
As pragas da saraiva, e dos gafanhotos (Ex 9:22-35; 10:12-20). Estavam relacionadas com a deusa da agricultura. Na praga dos gafanhotos no vs 12, fica bem claro quando o Senhor diz: Estende a tua vara sobre a terra do Egito para que os gafanhotos venham, e comam toda a erva da terra, tudo o que deixou a saraiva. Nota-se que a ira de Deus foi tão implacável sobre a deusa pagã da agricultura, que Deus manifestou juízo contra ela duas vezes. Primeiro a saraiva, que não destruiu a plantação toda., e depois vieram os gafanhotos e destruíram toda erva da terra, e todos os frutos das árvores. Porque quando veio a saraiva, eles pensaram: “Nossa deusa é forte, olha quantas árvores com frutos e ervas pra nos alimentarmos. Com certeza ninguém pode resistir a nossa deusa da agricultura”. Logo, Deus destruiu totalmente as plantações e com isso a falsa divindade.
A praga das trevas (Ex 10:21-29). O povo também adorava o deus Rá, que era o deus sol. Deus fez com que o sol desaparecesse, e houve três dias de trevas. Mais uma vez o nome de Deus glorificado diante dos falsos deuses.
A praga da morte dos primogênitos (Ex 12:29-36). Israel era para Deus o seu primogênito, seu primeiro povo, povo escolhido por Ele para exercer o seu sacerdócio aqui na terra. Faraó estava afligindo o povo de Deus, o seu primogênito. Então Deus tocou nos primogênitos dos egípcios inclusive no de Faraó, para mostrar o quanto aquele povo era importante pra Deus. O Senhor queria mostrar para Faraó que aquele povo era a menina dos seus olhos, e que qualquer que se levantasse contra eles padeceriam. Toca no meu primogênito, também tocarei no teu (Ex 4:22,23).
Em todas essas manifestações de juízo aos deuses pagãos, vemos claramente as manifestações das misericórdias para com o seu povo. Quando observamos que de tudo que sobreveio aos egípcios, Deus guardou o seu povo. Desde a primeira praga até a ultima. Isso nos mostra o quanto é importante estarmos guardados no esconderijo do altíssimo. Se em nossa vida tiver o sinal do Sangue do Cordeiro, o anjo da morte passará e não nos tocará. Com isso fica bem claro que, o que sucede ao ímpio, não sucede ao justo.
Que Deus maravilhoso! Verdadeiramente só o Senhor é Deus.


|  Autor: Cristina M.Silvano de Andrade

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Ficarão de fora.




Mas, ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.

Apocalipse 22.15

Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus.
O qual antes prometeu pelos seus profetas nas santas escrituras,
Acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne,
Declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dentre os mortos, Jesus Cristo, nosso Senhor,
Pelo qual recebemos a graça e o apostolado, para a obediência da fé entre todas as gentes pelo seu nome,
Entre as quais sois também vós chamados para serdes de Jesus Cristo.
A todos os que estais em Roma, amados de Deus, chamados santos: Graça e paz de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
Primeiramente dou graças ao meu Deus por Jesus Cristo, acerca de vós todos, porque em todo o mundo é anunciada a vossa fé.
Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu Filho, me é testemunha de como incessantemente faço menção de vós,
Pedindo sempre em minhas orações que nalgum tempo, pela vontade de Deus, se me ofereça boa ocasião de ir ter convosco.
Porque desejo ver-vos, para vos comunicar algum dom espiritual, a fim de que sejais confortados;
Isto é, para que juntamente convosco eu seja consolado pela fé mútua, assim vossa como minha.
Não quero, porém, irmãos, que ignoreis que muitas vezes propus ir ter convosco (mas até agora tenho sido impedido) para também ter entre vós algum fruto, como também entre os demais gentios.
Eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes.
E assim, quanto está em mim, estou pronto para também vos anunciar o evangelho, a vós que estais em Roma.
Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.
Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá pela fé.
Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça.
Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou.
Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis;
Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.
Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.
E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.
Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si;
Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.
Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.
E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.
E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm;
Estando cheios de toda a iniqüidade, fornicação, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade;
Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães;
Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia;

Os quais, conhecendo o juízo de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem.