sexta-feira, 18 de julho de 2014

Passe para a outra margem.




Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe (gênio do mal, governador) deste mundo, e nada tem em mim; (ele não tem nada em comum comigo: não há nada em mim que pertença a ele e ele não tem nenhum poder sobre mim.)

João 14.30

Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro
foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus
Tosquiadores, ele não abriu a boca.
Is 53.7

Um dos momentos mais difíceis para disciplinar nossa mente, nossa língua, nosso humor e
nossas atitudes é durante uma tempestade. Experimentamos tempestades de muitos níveis.
Temos nossa fé testada e provada. E devemos aprender como nos comportar na tempestade!
Versículos como os de João 14.30 e Isaías 53.7 sempre me deixaram confusa. Não tinha
compreensão real da mensagem até que o Espírito Santo me revelou que se relacionavam com a
língua e a tempestade.
Quando Jesus estava experimentando a mais intensa pressão, ele "decidiu" que seria sábio não
abrir a boca. Por quê? Creio que foi porque, em sua humanidade, Jesus teria sido tentado a fazer
a mesma coisa que você e eu seríamos tentados a fazer, ou seja, duvidar, questionar a Deus,
murmurar, dizer alguma coisa negativa, etc.
Até mesmo um crente maduro dirá coisas que não deveria, quando a pressão é intensa e dura
muito tempo.
Jesus é o filho de Deus, ele mesmo é Deus, mas veio na forma de um ser humano. O escritor de
Hebreus 4.15 diz que ele ...foi tentado em todas as coisas à nossa semelhança, mas sem pecado.
Quando Jesus enfrentou situações nas quais poderia ser tentado a dizer coisas infrutíferas, ele,
propositadamente, decidiu que se calaria.
Essa é uma decisão sábia para qualquer um tomar durante tempos de estresse. Ao invés de falar
de emoções conflitantes ou sentimentos feridos, é sempre melhor aquietar-nos e permitir que a
tempestade emocional se acalme.

As Bênçãos Estão Chegando
Naquele dia [quando], sendo já tarde, disse-lhes Jesus:
Passemos para a outra margem [do lago].
Mc 4.35
É sempre emocionante quando Jesus nos diz: "Vamos fazer uma coisa nova". Para mim, a frase
"passemos para a outra margem" equivale a dizer "a promoção está chegando," ou "as bênçãos
estão a caminho", ou "suba mais alto", ou qualquer outra palavra que o Senhor usa para nos
dizer que é hora de mudança.
Tenho certeza de que os discípulos estavam animados em ver o que aconteceria "no outro lado."
O que eles não esperavam ou previam era uma violenta tempestade no caminho!

A Fé é para o Meio
Ora, levantou-se grande temporal de vento [como um furacão], e as ondas se arremessavam
contra o barco, de modo que o mesmo já estava a encher-se de água. E Jesus [mesmo] estava
na popa [do barco], dormindo sobre o travesseiro [de couro]; eles o despertaram e lhe
disseram: Mestre, não te importa que pereçamos? Mc 4.37-38 Os discípulos, provavelmente, não estavam tão agitados no meio do caminho como estavam no
início. Embora Deus freqüentemente nos chame para um novo destino, quase sempre ele não
nos deixa saber o que vai acontecer no caminho. Abandonamos a segurança de onde estamos e
partimos para as bênçãos da outra margem; mas é no meio que geralmente ocorrem as
tempestades.
O meio é geralmente um lugar de teste.
A tempestade estava com força total, e Jesus estava dormindo! Isso soa familiar? Você já passou
por momentos em que sentiu que estava afundando rapidamente e Jesus estava dormindo? Você
orou e orou e não ouviu nada de Deus? Passou tempo com ele e tentou sentir sua presença e,
ainda assim, você não sentiu nada? Buscou uma resposta e, apesar de ter lutado tanto contra o
vento e as ondas, a tempestade ficou ainda mais violenta - e você ficou sem saber o que fazer?
Às vezes nos referimos a essas estações como "a meia-noite" ou "a noite negra da alma".
A tempestade na qual os discípulos se encontravam não era uma chuvinha de abril ou uma
inofensiva tempestade de verão, mas "um verdadeiro furacão". As ondas não estavam indo e
vindo calmamente, mas chicoteavam o barco com tanta fúria a ponto de rapidamente enchê-lo
de água.
Só isso já seria o suficiente para assustar qualquer um.
É em momentos assim, quando o barco parece que vai afundar conosco, que devemos "usar"
nossa fé. Podemos falar ou ler sobre fé, ouvir sermões, cantar músicas, mas, na tempestade,
devemos usá-la.
É também nessas horas que descobrimos quanta fé realmente temos.
A fé é como um músculo; ela se torna mais forte quando é usada e não apenas quando falamos
dela.
Cada tempestade que enfrentamos nos capacita a lidar melhor com a próxima. Logo nos
tornamos um navegador tão bom que as tempestades não nos perturbam mais. Já passamos por
isto antes e sabemos como terminará.
Tudo ficará bem!
De acordo com a Bíblia, somos mais que vencedores (Rm 8.37). Para mim, isso significa que já
sabemos que venceremos antes mesmo da batalha começar. Para alcançar o alvo, temos de
enfrentar a tempestade, o que nem sempre é divertido. Mas é uma bênção saber que a fé é para
aqueles dias quando não vemos a manifestação ainda. A fé é para o meio.
Começar uma coisa não requer uma fé tremenda. O começo e o fim são emocionantes, mas,
puxa, o meio... Mesmo assim, temos de passar pelo meio para chegar à outra margem.
Jesus queria que seus discípulos cressem nele. Passemos para a outra margem, disse ele. Jesus
esperava que cressem que, se ele disse, aquilo iria acontecer. No entanto, assim como nós, os
discípulos ficaram com medo.

Tempestade Acalmada, Discípulos Repreendidos
E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Acalma-te, emudece! (cala-te) O vento
se aquietou (relaxou), e fez-se [imediatamente] grande bonança (uma paz perfeita). Então, lhes
disse: Por que sois assim tímidos?! Como é que não tendes fé (nenhuma confiança firme)?
Mc 4.39-40
Jesus acalmou a tempestade, mas repreendeu os discípulos pela falta de fé.
Por que Jesus faz isso?
E vital para nosso futuro que cresçamos na fé, que é a confiança em Deus. Se Jesus permitisse
que ficássemos com medo e continuasse a acalmar as nossas tempestades, sem nos corrigir,
nunca aprenderíamos a insistir para passar para a outra margem.
Uma das coisas que devemos mudar é a nossa resposta às tempestades da vida. Claro que
devemos crescer no domínio próprio e disciplina da língua Como vimos, não podemos "domar a
língua" sem a ajuda de Deus, ma nem ele fará isso por nós.

Agüente Firme! A Ajuda Está a Caminho!
Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é
(certamente) fiel. Hb 10.23 Não basta ser positivo e falar com fé quando nossas circunstâncias são positivas.
É hora de passarmos para a outra margem, é hora de subirmos mais alto E hora de guardarmos
firme a confissão da esperança (Hb 10.23) e sobrevivermos às tempestades, sabendo que Deus
tem seus olhos em tudo inclusive em nós e na tempestade. Deus é fiel, e podemos segurar em
sua mão sabendo que Ele não permitirá que afundemos.

Uma Fonte com Água Doce e Amarga

De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas
sejam assim. Acaso, pode a fonte jorrar [simultaneamente] do mesmo lugar o que é doce e o
que é amargoso?
Tg 3.10-11
Devíamos nos esforçar para eliminar a "conversa contraditória" - falar uma coisa nos momentos
bons e outra nos momentos ruins.
Devíamos nos esforçar para não ser fontes que jorram água doce em momentos agradáveis e
amarga em momentos amargos.
Jesus estava sujeito às mesmas pressões e tentações que nós, e mesmo assim ele permaneceu
sempre o mesmo. (Hb 13.8.) Jesus teve de disciplinar sua língua e sua conversa durante as
tempestades da vida, e nós também devemos fazer o mesmo.
O controle da língua deveria ser o nosso alvo. E um sinal de maturidade. E uma maneira de
glorificar a Deus.

Refreie a Língua
Se alguém supõe ser religioso (observador de deveres externos de sua fé), deixando de refrear a
língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã (inútil, estéril).
Tg 1.26
Meu amigo, essa é uma declaração forte. Podemos fazer todo tipo de "boas obras" por
convicção religiosa, mas, se não "refrearmos a língua," não terão valor algum.
Quando o assunto é palavra, língua e boca - não sei se esse é o seu caso - fico deveras
preocupada.
O termo cabresto é definido no Webster como um arreio que consiste de uma testeira, freio e
rédeas, que se encaixa na cabeça de um cavalo e é usado para controlar a marcha ou para guiá-
lo.1

No meio das tempestades da vida, se não refrearmos a língua, jamais experimentaremos a
libertação. O Espírito Santo será nosso cabresto, se aceitarmos sua liderança e orientação.

Coloque um Freio na Boca!
Ora, se pomos freio na boca dos cavalos, para nos obedecerem, também lhes dirigimos o corpo
inteiro.
Observai, igualmente, os navios que, sendo tão grandes e batidos de rijos ventos, por um
pequeníssimo leme são dirigidos para onde queira o impulso do timoneiro. Assim, também a
língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas. Vede como uma fagulha põe em brasas tão
grande selva!
Tg 3.3-5
Esses versículos indicam que a língua direciona nossa vida. Alguém pode dizer que nossas
palavras delimitam margens nas quais devemos viver.
A língua é um membro tão pequeno do corpo, e mesmo assim pode realizar grandes coisas.
Seria maravilhoso se fossem somente coisas boas, mas não é assim. Relacionamentos são
destruídos pela língua. A língua pode causar - e freqüentemente causa - divórcio. Pessoas são
emocionalmente feridas, e nem todas se recuperam. Alguns idosos ainda estão feridos por coisas
que lhes foram ditas quando eram crianças. Sim, a língua pode ser um pequeno órgão, mas,
puxa, quão poderosa ela é! O freio que é colocado na boca de um cavalo também é muito pequeno, mas dá direção.
Webster define o freio como "a peça de metal de um cabresto que controla e reprime um
animal... Algo que controla..."2

Precisamos de um freio na boca, mas não será colocado de maneira forçada: devemos querer. O
Espírito Santo funcionará como esse freio se escolhermos sua direção. Quando começarmos a
falar coisas erradas, nós o sentiremos puxar na direção correta. Ele está sempre trabalhando em
nós, para nos manter longe dos problemas. Seu ministério é para ser muito valorizado.

O Espírito Santo como Freio e Cabresto
Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são
dominados; de outra sorte não te obedecem.
SI 32.9
Um cavalo obedece ao comando do cabresto, que lhe controla o freio na boca. Se desobedecer,
sofrerá grande dor. Acontece o mesmo em nosso relacionamento com o Espírito Santo. Ele é o
cabresto e o freio em nossa boca. O Espírito Santo deveria estar controlando as rédeas de nossa
vida. Ao seguirmos sua ordem, chegaremos ao lugar certo e ficaremos fora de todos os lugares
errados, mas, se fizermos o contrário, sofreremos muito.

A Língua Tem Vontade Própria
... e toda altivez que se levante contra o [verdadeiro] conhecimento de Deus, e levando cativo
todo pensamento à obediência de Cristo (o Messias, o Ungido).
2 Co 10.5
Em tempos de prova, a língua parece ter vontade própria. Às vezes, sinto que minha língua tem
um motor que alguém ligou quando eu menos esperava.
É muito importante ser responsável por nossos pensamentos, porque a fonte da palavra é o
pensamento. Satanás sugere um pensamento como: "Eu não posso mais continuar assim". O que
vai acontecer depois, já sabemos: a língua dispara e verbaliza o pensamento.
Como o problema começa na mente, a solução deve estar lá também. Devemos levar todo
pensamento cativo à obediência de Cristo. Devemos "lançar fora" as imaginações erradas.
(2 Co 10.5.)
A mente é o campo de batalha3
e deve ser renovada completamente para experimentar a boa
vontade de Deus. (Rm 12.1-2.)
A boca nunca será controlada a menos que a mente seja controlada.
Por falar em controle da mente, é interessante observar que pessoas que fazem bruxaria buscam
controlar os pensamentos de outras pessoas. Aprender a projetar pensamentos errados em
direção a pessoas inocentes é uma das prioridades delas.
O que eu concluo disso é que Satanás quer controlar nossa mente.
O Espírito Santo também quer controlar nossa mente, mas ele nunca nos força. E nossa escolha.
Ele nos guia na direção certa e nos revela os pensamentos errados. Por isso, devemos escolher
lançar fora o pensamento errado e pensar em alguma coisa que produzirá bom fruto, como
somos instruídos em Filipenses 4.8:
Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o
que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum
louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento [fixeis vossa mente nisso].

No Salmo 19.14, o salmista ora:
As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença,
SENHOR, rocha [firme, impenetrável] minha e redentor meu.
Observe que ele menciona tanto a boca quanto a mente. E porque elas trabalham juntas.
Acho que algumas pessoas tentam controlar a língua, mas não fazem nada sobre os
pensamentos. E como arrancar as folhas de uma erva daninha e deixar a raiz. Em pouco tempo,
ela crescerá novamente.

Organize Sua Conversa
Bem-aventurados (felizes, afortunados, invejados) os irrepreensíveis (os corretos,
verdadeiramente sinceros e inculpáveis) no seu caminho [da vontade revelada de Deus], que
andam (organizam sua conduta e conversa) na lei do SENHOR (a vontade completa de Deus).
SI 119.1
Devemos organizar nossa conversa de acordo com a vontade de Deus.
Quando estiver sendo provado, não olhe só para onde você está agora e o que está acontecendo
com você, mas olhe tudo com os olhos da fé.
Você se afastou da praia e agora está no meio do mar com a tempestade rugindo, mas você
passará para a outra margem. Há bênçãos esperando por você lá, então, não desista!
Muitas pessoas retrocedem em tempos de desafio porque nunca aprenderam como falar.
Submeter-se a uma prova já é muito desanimador e não precisamos de palavras de desalento que
piorem ainda mais a situação.
Em Deuteronômio 26.14, foi ordenado aos israelitas que trouxessem suas ofertas ao Senhor e
dissessem: Dos dízimos não comi no meu luto... Às vezes, quando as pessoas estão de luto,
começam a comer seus próprios dízimos em vez de oferecê-los ao Senhor, retrocedendo, assim,
na oferta. Por quê? Porque é mais difícil ser obediente ao Senhor nos momentos de dificuldades
pessoais.
O diabo sussurra: "Esse negócio de dízimo não está funcionando, é melhor você segurar o que
conseguiu ao invés de dá-lo". A língua coca e diz: "Isso não está funcionando; é melhor usar o
dinheiro para suprir minhas próprias necessidades porque ninguém mais está me ajudando".
Lembre-se: Satanás não quer que você passe para a outra margem. Ele não quer que você faça
nenhum progresso. Ele quer ver você voltar para o lugar de onde veio.
Em Marcos 4, quando Jesus contou a parábola do semeador, a imagem do solo representava
diferentes tipos de coração que recebiam a Palavra. No versículo 17, Jesus fala da semente que
foi plantada no solo rochoso, referindo-se àqueles que têm o coração endurecido como a rocha:
Mas eles não têm raiz em si mesmos, sendo, antes, de pouca duração; em lhes chegando a
angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam (tornam-se desgostosos,
indignados e ressentidos).
As pessoas podem retroceder durante períodos de provação e tributação. Em João 16.33, Jesus
declara que devemos ter bom ânimo durante tais períodos, pois ele venceu o mundo por nós:
Estas coisas vos tenho dito para que tenhais [perfeita] paz em mim. No mundo, passais por
aflições; mas tende bom ânimo, [tenhais coragem, sejais confiantes, certos, não duvideis] eu
venci o mundo. [Eu o privei do poder de prejudicar-vos e o conquistei por vós]
Essas são coisas que precisamos nos lembrar e dizer.

Poderão Reviver Estes Ossos?
Veio sobre mim a mão do SENHOR; ele me levou pelo Espírito do SENHOR e me deixou no
meio de um vale que estava cheio de ossos, e me fez andar ao redor deles; eram mui numerosos
[os ossos humanos] na superfície do vale e estavam sequíssimos. Então, me perguntou: Filho
do homem, acaso, poderão reviver estes ossos? Respondi: SENHOR Deus, tu o sabes. Disse-me
ele: Profetiza a estes ossos e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do SENHOR.
Ez 37.1-4
Você pode achar que sua vida não passa de ossos secos e mortos. Suas circunstâncias podem
estar tão mortas que já cheiram mal. Sua esperança pode parecer perdida, mas deixe-me
mostrar-lhe a saída de Deus. Esse texto narra que o profeta fez como Deus ordenou e viu o
Senhor reviver e colocar fôlego e espírito nos ossos secos e mortos.
A mesma coisa pode acontecer conosco, desde que nos tornemos porta-vozes de Deus e
profetizemos sua Palavra. Não podemos mais falar nossas próprias palavras vãs e, sob pressão,
permitir que nossa língua assuma o papel principal.

Lázaro, Vem para Fora!
Estava enfermo Lázaro, de Betânia, da aldeia de Maria e de sua irmã Marta. Esta Maria, cujo
irmão Lázaro estava enfermo, era a mesma que ungiu com bálsamo o Senhor e lhe enxugou os pés com os seus cabelos. Mandaram, pois, as irmãs de Lázaro dizer a Jesus: Senhor, está
enfermo aquele a quem amas.
Jo 11.1-3
Em João 11, a doença e morte de Lázaro são relatadas. Quando Jesus entrou em cena, Lázaro já
estava morto há quatro dias. Indo ao encontro de Jesus, sua irmã Marta disse-lhe: ... Senhor, se
estiveras aqui, não teria morrido meu irmão (v. 21). Mais tarde, sua irmã, Maria, lhe falou
exatamente a mesma coisa: ... Senhor, se estiveras aqui meu irmão não teria morrido, (v.32)
Nós nos sentimos assim, às vezes. Sentimos que se Jesus tivesse aparecido mais cedo talvez as
coisas não tivessem ficado tão ruins. Tenho certeza de que os discípulos sentiram que a sua
situação teria sido diferente se Jesus não tivesse adormecido no barco.
Em João 11.23-25, vemos como Jesus respondeu a essas palavras de desesperança e desespero:
Declarou-lhe Jesus: Teu irmão há de ressurgir.
Eu sei, replicou Marta, que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia.
Disse-lhe Jesus: Eu [eu mesmo] sou a ressurreição e a vida. Quem crê (adere a, confia em e
depende de) em mim, ainda que morra, viverá.
Você sabe o resto da história. Jesus chamou Lázaro, o homem que esteve morto durante quatro
longos dias, para vir para fora do túmulo, e ele veio totalmente restaurado. Se Jesus pôde
ressuscitar um morto, certamente pode ressuscitar uma circunstância morta.
Podemos ver, pela experiência de Ezequiel com os ossos secos e pela ressurreição de Lázaro,
que não importa quão ruim as coisas pareçam, Deus trará a solução. Mas lembre-se: há
princípios espirituais que devemos respeitar para ver o poder de Deus operando milagre.
Um desses princípios espirituais é ilustrado pela história da mulher com o fluxo de sangue.

Continue Dizendo a Si Mesmo
Aconteceu que certa mulher, que, havia doze anos, vinha sofrendo de uma hemorragia
e muito padecera à mão de vários médicos, tendo despendido tudo quanto possuía, sem,
contudo, nada aproveitar, antes, pelo contrário, indo a pior, tendo ouvido a fama de Jesus,
vindo por trás dele, por entre a multidão, tocou-lhe a veste.
Mc 5.25-27
Que diremos da mulher com o fluxo de sangue? Estava doente há doze anos. Tinha sofrido
muito e ninguém pôde ajudá-la.
Com certeza essa mulher era constantemente atormentada por pensamentos de desesperança.
Quando decidiu ir até Jesus, ela deve ter ouvido: "De que adianta"? Mas decidiu enfrentar uma
multidão tão grande que chegava a sufocá-la. Tocou as vestes de Jesus, virtude fluiu e ela foi
curada (Paráfrase dos vs. 29-34.) Mas há um detalhe que não podemos perder:
Porque, dizia: Se eu apenas lhe tocar as vestes, ficarei curada. (Mc 5.28.)
Ela dizia! Ela dizia! Você entende? Ela dizia!
Não importa como a mulher se sentia, não importa quanto tentaram desanimá-la. Embora o
problema já durasse doze anos e parecesse impossível passar pela multidão, essa mulher recebeu
seu milagre. Jesus disse que fora a fé que a tinha salvado (v. 34). A fé dessa mulher foi liberada
por meio de suas palavras. A fé tem de ser ativada para funcionar, e nós a ativamos pelas
palavras.
Continue falando — e não desista da esperança!

Presos de Esperança
Voltai à fortaleza [de segurança e prosperidade], ó presos de esperança; também, hoje, vos
anuncio que tudo vos restituirei em dobro.
Zc 9.12
Acabamos de ver três situações: ossos secos que reviveram, um morto trazido de volta à vida e
uma mulher com uma doença incurável, totalmente curada. Todas essas "tempestades" eram
impossíveis para os homens, mas para Deus todas as coisas são possíveis. (Mt 19.26.)
Recentemente, durante uma tempestade, o Espírito Santo me levou a esse versículo em Zacarias,
o qual nunca tinha visto antes. Foi como se o tivesse escondido como um tesouro, só
aguardando a hora em que eu realmente precisasse dele. Como "presos de esperança", devemos ser cheios de esperança, devemos pensar esperança e
devemos falar esperança. Esperança é o fundamento no qual a fé se apóia.
Algumas pessoas querem ter fé depois de perder toda a esperança. Não vai funcionar.
Recuse-se a parar de ter esperança, não importa quão secos os ossos possam parecer, quão
morta a situação possa estar, quanto anos tenham passado; Deus ainda é Deus, e esse versículo
nos diz que, se permanecermos positivos e formos "presos de esperança," Deus nos restituirá em
dobro tudo o que perdemos.

Oração para o Controle da Língua
Põe guarda, SENHOR, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios.
SI 141.3
Oro este versículo com muita freqüência porque sei que preciso diariamente de ajuda para
controlar minha língua. Quero que o Espírito Santo me condene quando estiver falando demais
ou dizendo coisas que não deveria, quando estiver falando negativamente, quando estiver
murmurando, quando for ríspida ou falar qualquer outro tipo de "má conversação."
Qualquer coisa que ofenda a Deus precisa ser eliminada de nossas conversas. É por isso que
devemos orar continuamente:
Põe guarda, SENHOR, à minha boca; vigia aporta dos meus lábios.
Outro versículo importante sobre este assunto está no Salmo 17.3:
... a minha boca não transgride.
Como disse anteriormente, temos de nos propor a fazer a coisa certa nessa área. Tudo quanto
fizermos pela fé deve ser feito com um propósito.
Disciplina é uma escolha. Lógico que não é fácil, mas começa com uma decisão.
Quando estamos passando para o outro lado e de repente nos encontramos no meio da viagem,
em uma violenta tempestade, temos de nos propor a não transgredir com a boca.
E quando devemos orar esse versículo.
Outro versículo que oro regularmente é o Salmo 19.14:
As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença,
SENHOR, rocha [firme, impenetrável] minha e redentor meu!
Ore a Palavra. Nada chama tão rápido a atenção de Deus. E a sua Palavra que contém o poder
do Espírito Santo.
Permita que esses versículos sejam o clamor do seu coração. Seja sincero em seu desejo de
ganhar a vitória nessa área. E, enquanto busca a Deus, você vai notar que está mudando.
Isso é o que o Senhor tem feito por mim. E ele não faz acepção de pessoas. (At 10.34.) Todos
aqueles que obedecem aos mandamentos de Deus recebem o cumprimento de suas promessas.
Ore esta oração de compromisso para exercer controle sobre a língua:

Senhor, oro para que tu me ajudes a desenvolver uma sensibilidade
ao Espírito Santo sobre toda a minha maneira de conversar. Não
quero ser teimoso como um cavalo ou mula, que só obedece ao toque
do cabresto ou freio. Quero me mover em tua direção apenas com
um leve toque teu.
Durante as tempestades da vida, enquanto estiver passando para a
outra margem, peço tua ajuda. Preciso sempre da tua ajuda, Senhor,
mas esses períodos são períodos de tentação.
Coloque guardas nos meus lábios e que todas as palavras da minha
boca sejam aceitáveis diante de ti, ó Senhor, minha força e meu
redentor.

Em nome de Jesus eu oro, amém.

(Joyce Meyer. Eu e minha boca grande)

quinta-feira, 17 de julho de 2014

É hora de planejar.




Portanto, vede prudentemente como andais não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus.

Efésios 5.15-16

Portai-vos com sabedoria para com os que são de fora; aproveitai as oportunidades.

Colossenses 4.5


Temos e somos uma Igreja. Que tipo de Igreja, queremos ser neste inicio de milênio?

Precisamos deixar, durante esse tempo, que o Espírito de Deus disponha mais de nós. Sem que Ele tenha mais de nós, torna-se difícil fazermos mais através dele.

Judas 1:3

 Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos.

A vida cristã é uma batalha de fé que exige de nós eficiência na montagem de estratégias e no planejamento de nossa ação.

O nosso tempo é uma parte desse esforço em direção ao alvo. Atingir esse alvo exige o estabelecimento de planos de ação.

Por que não atingimos os resultados propostos por nós?

Alvos propostos  Muitas vezes atingimos e outras ficamos frustrados.

A vida cristã exige uma estratégia, a fixação de alvos, o estabelecimento de prioridades.

Não podemos lançar mão do arado e olhar para trás. Lucas 9.62 - Mas Jesus lhe replicou: Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus.

Filipenses. 3.12-16

 Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus.
 Irmãos quanto a mim não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão,
 Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.
Todos, pois, que somos perfeitos, tenhamos este sentimento; e, se, porventura, pensais doutro modo, também isto Deus vos esclarecerá.
 Todavia, andemos de acordo com o que já alcançamos.

1 - OS ALVOS NOS ESTIMULAM ÀS MUDANÇAS

Neste mundo, estamos sempre diante de muitas escolhas.

O sucesso depende da escolha certa, da opção viável. As pessoas vencedoras estabelecem alvos, priorizam e planejam bem.

Como servos de Deus devemos ter alvos inteligentes.

II Timóteo 2.15-16

 Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.
 Evita, igualmente, os falatórios inúteis e profanos, pois os que deles usam passarão a impiedade ainda maior.
Filipenses 3.14

 Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.

Filipenses 4.4-7

 Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos.
 Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor.
 Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.
E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.

2 - RENOVAMOS NOSSA VIDA RENOVANDO NOSSOS ALVOS.

O cristão deve conduzir bem a sua vida. Não conseguirá isso sem aplicar-se à oração, à leitura e reflexão da Bíblia, à leitura de boa literatura, além da confiança de que Deus quer e pode ajudá-lo a atingir alvos superiores e inteligentes, principalmente os de efeito coletivos.

Até que ponto as pessoas que vivem em torno de nós estão sendo modificadas pelo nosso exemplo de vida?

Quais os alvos que estabelecemos, procurando beneficiar os nossos familiares, nossa igreja e os nossos companheiros de trabalho?

Como temos aproveitado nosso tempo?

Alvos prioritários em nossa vida?

Mateus 5.48

 Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste.

3 - SE TEMOS ALVOS, DEVEMOS ESTABELECER PRIORIDADES.

 Provérbio Americano:
 Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje.
Já o europeu - Deixe tudo que puder para amanhã, pois amanhã talvez não tenha de fazê-lo.

Alvos, prioridades e planejamento nos conduzem a uma vida de propósitos e nos ajuda a equacionar problemas existenciais.

O que é mais importante, e o que é mais urgente?

Que alvo devemos colocar em primeiro lugar? Quais os mais importantes?
Quem não sabe administrar o tempo não sabe estabelecer prioridades.
Não devemos esquecer que acima dos nossos planos está a vontade soberana de Deus.

Tiago 4.13-15

 Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros.
 Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa.
 Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos como também faremos isto ou aquilo.

Devemos, diante disso, ter a capacidade de mudar nossos alvos sempre que necessário.

4 - SE TEMOS ALVOS E PRIORIDADES, NECESSITAMOS DE PLANEJAMENTO.

Quem planeja bem poupa tempo.
Através do planejamento, podemos comunicar a nós mesmos e aos outro aquilo que queremos.

Amos 3.3

 Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?

Se eu não sei para onde está querendo ir, como poderei acompanhá-lo?
Planejamento na vida do cristão ajuda verdadeiramente a compreender "qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus".
O cristão quando faz, tem que fazer o melhor e da melhor forma.

Pior do que planejar é planejar e não executar.

Para executar um planejamento: habilidade, fé, coragem e determinação. Temos grandes desafios pela frente, a medida que vamos executando o que planejamos.

O líder deve primeiro planejar as suas tarefas para depois planejar as dos seus liderados.

Jeremias 48.10

 Maldito aquele que fizer a obra do SENHOR relaxadamente! Maldito aquele que retém a sua espada do sangue!


Deus te abençoe.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Malaquias - Chega de Brincar de Religião!




Peso da palavra do SENHOR contra Israel, por intermédio de Malaquias.

Malaquias 1:1

Nas nossas Bíblias, Malaquias é o último livro do Antigo Testamento. O nome deste profeta quer dizer “meu mensageiro”, significado que bem descreve sua missão de comunicar uma das últimas mensagens do Senhor ao seu povo antes da chegada de Jesus Cristo. Malaquias foi escrito aproximadamente 400 anos a.C., mais ou menos um século depois da volta dos judeus do cativeiro na Babilônia.

Neste livro, o profeta trata de alguns dos mesmos problemas enfrentados pelos seus contemporâneos: Esdras e Neemias. Malaquias combateu a negligência e a hipocrisia, mesmo dos líderes religiosos. Confrontou o desprezo demonstrado pelo povo dos princípios divinos para o casamento. Criticou a mesquinharia de um povo que se preocupava com seu próprio bem-estar material enquanto negligenciava suas responsabilidades para com Deus.

Malaquias inclui, porém, uma mensagem esperançosa que olha para a vinda do Messias. Este profeta, como Isaías havia feito 300 anos antes, falou da vinda de João Batista para preparar o caminho do Cristo. Ele comparou João a Elias, um profeta do Antigo Testamento com algumas características parecidas.

Este pequeno livro trata dos seguintes assuntos:

Capítulo 1
 chama atenção do povo judeu por não ter retribuído ao Senhor a honra e amor que ele merece. Especialmente, Deus condena as práticas dos sacerdotes que deveriam ter dado para Deus as primícias, mas ofereciam sacrifícios inferiores.

Capítulo 2
 continua a crítica dos líderes religiosos, mostrando sua negligência em abandonar as obrigações dos descendentes de Levi e mostrar a santidade diante do Senhor e instruir o povo sobre a grandeza de Deus. No mesmo capítulo encontramos uma das mais fortes repreensões na Bíblia da prática do divórcio, comparando a quebra desta aliança à violência. Esta infidelidade é motivo do Senhor rejeitar a adoração das pessoas que não cumpriram seus votos matrimoniais.

Capítulo 3
 prediz a vinda de um mensageiro para preparar o caminho do Senhor, uma profecia aplicada a João Batista e seu trabalho como precursor de Jesus. Neste capítulo, também, ele fala de um problema nas práticas religiosas da época, criticando os judeus que não davam os dízimos que a lei do Antigo Testamento exigia.

Capítulo 4
 encerra o livro como uma nota final de esperança para o povo do Senhor. Comenta de novo do mensageiro que ajudaria o povo a voltar e se converter ao Senhor para evitar a rejeição total.

O livro de Malaquias é citado com grande freqüência nas pregações dos dias atuais. Os defensores da teologia da prosperidade frisam alguns versículos, especialmente a ordem de Deus sobre os dízimos em Malaquias 3.10, para ensinar que as pessoas que dão o dízimo com fidelidade serão abençoadas materialmente. O aluno cuidadoso perceberá o erro deste argumento, pois a ordem e a promessa de Malaquias fazem parte do sistema do Velho Testamento, uma aliança temporária entre Deus e o povo judeu. Nas passagens do Novo Testamento que falam sobre o dinheiro das igrejas, encontramos instruções de dar conforme a prosperidade de cada um, sem estipular uma porcentagem obrigatória (1 Coríntios 16.2; 2 Coríntios 9.7).

Se vamos aproveitar alguma lição de Malaquias para as igrejas de hoje, ajudaria refletir sobre o princípio ensinado no primeiro capítulo do livro. Quando Deus viu a falta de santidade e de dedicação por parte dos adoradores daquela época, ele falou que seria bom se alguém fechasse as portas do templo para não permitir a adoração insincera (Malaquias 1.10). Em outras palavras, ele pediu para parar de brincar de religião. Ou faça o certo, ou feche as portas!


 Autor: Dennis Allan